Como Princesa. É pedir muito, talvez. Ter certeza que não atende outras ligações ou não manda mensagens pra outros celulares, olhar tudo bem, a gente sabe que pode olhar. Tanta mulher bonita né? Mas a intimidade.. Ah a intimidade, deveria ser exclusiva. Nada de recadinhos, ou trocar olhares que transmitissem a tal da intimidade que tanto afunda, afunda, vai lá no fundo sabe? Na verdade nem seria ciúmes, me sinto agredida, pequena, insuficiente. O que uma garota precisa pra ser suficiente? Qual o ponto certo? Não gosto de fingir, forçar, esconder ou me controlar. Sou meio assim mesmo, precisaria de umas podas, umas bocas fechadas, engolir uns sapinhos. Mas não aguento ser agredida, não ser insubstituível. Se é pra ser, que seja só eu. Não pra tampar buracos ou engolir rasgos que machucam tanto. Talvez seja pedir muito. Talvez seja por isso que sempre recuso tantos convites, pedidos, oportunidades e me encontro na maioria das vezes durona, seca, de nariz empinado (e sozinha), por querer sempre além. Deve ser pedir muito, ser respeitada, amada e unica. Releio tudo que escrevi e entendo: sozinha é melhor. Ou quem sabe um príncipe me ache perdida por aí
- Você tinha razão – eu concordei – é lindo mesmo. Talvez nem tanto pelas luzes que você apontava, ou pelas torres bem iluminadas tomando lugar do sol que ia sumindo. Quem sabe, por outros motivos… A gente ali, sem esperar nada, sem querer mais nada desse tanto de coisa. Desse tamanhão de cidade, desse punhado de gente.. Só tendo um ao outro, diante disso tudo… E é tanta diferença, um cardápio de opções. Aí eu entendi o porque de tanta coisa… O segredo é esse mesmo: O mundo te oferece tantas pessoas, opçoes pra viajar pra tantos lugares, conhecer tantas personalidades… mas você prefere ficar ali, com a sua escolha, vendo e observando as outras passarem. Com uma única certeza: ninguém chega perto de quem eu escolhi no meio de tantas outras.. E olha que é tanta gente… E eu permaneci ali, pensando e olhando pra ti, fingindo que o “lindo” era tudo aquilo, quando na verdade era só você mesmo. A minha escolha.
Quantas vezes estive no mesmo lugar que agora, rodando em círculos percebo que sempre volto ao mesmo ponto. A gente prometeu nunca desistir, e no teu semblante eu consigo ver o que todo mundo vê, mas meu coração fecha a cara pra entender… Que o seu colo preferido não vai ser nunca o que eu sempre te oferecia, nossas noites e historias nunca foram e nunca vão ser o suficientes pra te prender em casa. Te deixar sobre os meus braços. Sua ganância, vai lá pra fora, seu orgulho, sua vontade de abraçar o mundo, conhecer e querer tudo que tem lá fora, sua sede de tudo. Menos de mim. Faz uma pausinha, pequenininha no meu colo, só pra pegar fôlego, consegue lembrar comigo? Quantas vezes, eu estive lá… No mesmo lugar, pra te acolher e te perdoar. Talvez seja esse o meu erro. Perdoar. Não que um dia a gente vá ser o “a gente” que eu tanto tempo imaginei. “Utópica é sonhadora”, você disse. E eu sou mesmo, sonho com tantas coisas, chega perto do impossível? Você acordar sempre desejando só exatamente o que eu sou, agradecendo e querendo mais do meu colo quentinho, das minhas comidas com carinho ou dos nossos filmes. Eu. É impossível, sonhar com isso. Querer e ser satisfeito só com as pequenas coisinhas minhas pra ti. E estou aqui agora, me contentando com pequenos erros, uma história toda errada, escrita só pra mim, porque ninguém mais para pra entender, de tão absurdo. Tudo é um absurdo, eu tentar entender e você querendo o mundo todo pra ti, e eu querendo dar o mundo todo só pra você, só que não é o mundo que você quer… É o meu. Na sua próxima parada pra descansar da sua incessante busca por tanta coisa, vou te lembrar o que eu já esqueci. Aqui não tem mais nada pra você.